terça-feira, 18 de maio de 2010
Recordar.
“Os meus gestos são gaivotas que se perdem..”
– Sophia de Mello Breyner
Os meus gestos são gaivotas que se perdem, chamam atenção enquanto estão à vista, mas quando desaparecem da vista, também desaparecem da memória. Já ninguém se recorda do quão importante é realizar um pequeno gesto com gosto, com o coração; já ninguém se lembra do verdadeiro significado da palavra “bondade”; já ninguém se lembra do impacto que os nossos gestos podem ter naqueles que nos rodeiam; já ninguém se lembra da importância de amar e ser amado; infelizmente, já ninguém se recorda. Os meus gestos são gaivotas que se perdem…
Os meus gestos servem para eu aprender comigo mesma; os meus gestos deveriam servir de exemplo aos outros; os meus gestos deveriam ser tão importantes que deveriam continuar a ser praticadas em gerações futuras, mas os meus gestos são gaivotas que se perdem.
Contudo, eu lembro-me da importância de realizar um pequeno gesto, com o coração; lembro-me do significado da palavra “bondade”; eu lembro-me do impacto que os nossos gestos podem ter naqueles que nos rodeiam, lembro-me da importância de amar e ser amada.
Felizmente, eu recordo-me, e para mim os meus gestos são gaivotas que estarão sempre comigo.
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